La Ilustración de las Ciencias
O desenvolvimento científico em Espanha, durante o século XVIII, não foi um processo superficial, protagonizado por uma minoria Iluminista, mas antes por um movimento de renovação científica, que deixou marcas no passado. Já durante a segunda metade do século XVII, observavam-se os primeiros embriões desta renovação. A mudança de dinastia que se produziu nesta época favoreceu esse desenvolvimento científico, que alcançou o seu expoente durante o reinado de Carlos III, já que o governo, por intermédio dos seus ministros, tornou-se o protagonista na implantação do ensino e do apoio às ciências experimentais em Espanha estabilizando-se, posteriormente, nos finais do século XVIII, precisamente, quando se colhiam os frutos da obra realizada durante o século.
Durante este século, sobretudo durante a primeira metade, a actividade científica nas Universidades foi quase nula, permanecendo a estrutura das mesmas praticamente inalteráveis, no que diz respeito ao modelo estabelecido no século anterior. Este facto poderá ter ficado a dever-se a que as mesmas se encontravam na sua maior parte dominadas pelo poder eclesiástico, que se opunha de forma decidida às mudanças; dai que nasceram durante esta época, outros organismos extra universitários, tais como, as academias e as sociedades económicas, que tiveram uma importante participação na difusão da ciência.
A actividade científica do século XVIII, na botânica, permitiu organizar um complexo jardim botânico para o cultivo de plantas de interesse farmacológico. Nos jardins botânicos expuseram-se plantas originárias de todo o mundo, geralmente com o objectivo de fomentar o interesse dos visitantes para o mundo vegetal, embora alguns destes jardins se dedicassem, exclusivamente, a determinadas plantas e espécies mais específicas.
No campo matemático, os matemáticos espanhóis do século das luzes que mais se destacaram foram: Vicente Alcalá Galiano, Maria Andrea Casamayor y de la Coma, Juan Justo Garcla y José Celestino Mutis.



